1.2.11

Mesti kába!

(Roubei o título a alguém)

Para a minha alegria, constato que a nossa democracia cresceu. Estou contente com a postura da CNE, doa a quem doer; o NOSI vai dar mais um show nos sistemas de informação; o pessoal dos Registos e Notariado tem trabalho como doidos para dar a todos um BI; as Câmaras organizaram os espaços de propaganda e a cidade agradece; a tal sociedade civil, embora que débil, fez alguma coisa, prova disso é que os blogs tem sim um voz. Fez-me bem ao ego ser assediado pelas duas maiores candidaturas, que mostra que reconhecem este espaço e o seu valor, mas perante a minha recusa em participar deste (mau) carnaval que tem sido a campanha eleitoral, vem de cima a deselegância. Daí a parte negativa. Para minha tristeza, a campanha tem mostrado o quanto ainda somos baixos, ridículos e imaturos politicamente. A campanha tem sido tudo, menos política. Política é coisa séria; é um debate ideológico; requer cultura. Requer sobretudo uma elevada postura ética, aliás a política não é mais do que um tratado de ética pública. Senão vejamos:

  • Personalidade que pensamos que se respeitavam, entram em tamanhas contradições, que não sei com que cara vão depois dar-nos lições de moral.
  • Os tempos de antena são palcos para manipulações de mau gosto.
  • Vejo manifestos que roçam a desonestidade intelectual.
  • Vejo plataformas que continuam a pecar pelo seu irrealismo. Concretamente, escandaliza-me que os "homens da cultura" sejam chamados a apoiar as candidaturas, quando as plataformas se referem à Cultura de forma ligeira e irresponsável.
  • Quem não está a fazer campanha é chamado de "covarde", como se toda a vida pública se resumisse a esses 15 dias.
  • Já há declarações de parte a parte de fraude e vandalismo, condicionando já o clima das eleições.
...Esta noção de "vale tudo" mesti kába!

See you the day next. 

36 comentários:

Paulino Dias disse...

Nem mais, César!

Assino em baixo.

Abraço,
Paulino

Anónimo disse...

Tens de ser mais coerente. Nao podes dizer numa frase que a democracia tecendo elogios até ao notariado que fez o seu trabalho e na semana de campanha eleitoral e depois dizer que tudo isto nao passa de mau carnaval. Democracia é mau carnaval? Onde estou de acordo é a critica que fazes aos homens de cultura; mas nesta terra todos sao funcionarios ou equiparados. Logo...

Anónimo disse...

Estou contigo Cesar, infelizmente a ganacia do poder ainda meche com muita gente por cá , ainda bem que nem todos alinham nessa autentica guerra ao poleiro.

Abraço

Julio Cesar

Cesar Schofield Cardoso disse...

Anónimo, Democracia é muito maior que os partidos e a campanha eleitoral; é definido como Estado de Direito, porque toda a sociedade se rege por leis e não por vontades de A e B. É nesse sentido que elogio as nossas instituições que vão percebendo que a sua actuação não tem que se mediar por nenhuma força política; fazem o seu trabalho. Infelizmente algumas instituições ainda estão impregnadas demais de cores partidárias.

Quanto à campanha ela tem sido sim um mau carnaval. Àqueles que são, evidentemente. Há boa gente, com coração na política, a desenvolver boas acções e a acreditar verdadeiramente na vida pública.

Cesar Schofield Cardoso disse...

Aquele abraço Júlio.

Anónimo disse...

Um post muito bom e lúcido, César!
A CNE está implacável, é sinal que as instituições funcionam. Há alguns tempos de antena feias e sujas. A manipulação é proibida por lei para os tempos de antena e durante a campanha, mas não foi respeitada, e justificou-se com o injustificável, o tal falta de humor. A manipulação é inadmissível. Os partidos devem concentrar nas ideias, nas alternativas e não em caricaturar o adversário. Devemos ser democratas em todos os momentos, e não somente nas etiquetas.
É inaceitável também levar pessoas para o tempo de antena acusando outros de suborno e fraude, sem se apresentar provas. Então, vivemos ou não num Estado de Direito?
Há declarações desnecessárias que só atiçam o povão já inebriado nos comícios.
Há vídeos comprometedores que são justificados no filme, do bom-pa-filme, com o hit "a nôs é família". Quem teve esta ideia genial? Foi para disfarçar a baixaria e a irreparável tragédia? Ka pega não, arranjem lá outra justificação, outra assim… mais convincente.
Incongruências de candidatos, como o caso de Abraão Vicente, que rasgou elogios a JMN, há três no Jornal A Nação com a rubrica "Polítika – não quero voltar aos anos noventa", afirmando que o Zemas "está incrivelmente renovado", que vivemos melhor que em 2001, mas que agora no tempo de antena do seu partido, não sei porque carga de água, dá o dito pelo não dito. Enfim... brincadeira de mal gosto!? E, olha que o Carnaval nem chegou!
Precisamos romper com os velhos e maus hábitos.
Subscrevo-te:" Política é coisa séria". Precisamos discutir projectos para Cabo Verde e não perigar e atrofiar a nossa jovem forma de fazer política cá na terra.
Há, alguns, candidatos sérios. Outros, porém, não fazem questão nenhuma de primar pela seriedade e de ter fino trato com os adversários. Faltam poucos dias...
Jorge.

daivarela disse...

Bom, se não vais votar na bipolarização, resta os pequenos partidos.

Se te disserem que não deves votar nos pequenos porque não vão governar, podes sempre responder que nem o segundo mais votado irá governar, logo devíamos votar todos num único partido. Lógico né?

Os deputados também são eleitos para nos representarem no Parlamento, não só para governarem.

http://daivarela.blogspot.com/

Mário Vaz Almeida disse...

Hey, estamos juntos nessa, malta!

Assino em baixo

Mário

Anónimo disse...

Voltaste a ser incoerente e quiseste até dar-me liçoes de democracia e de estado de direito.
Nao, obrigado, mas ha regras sabe? Nao é porque achamos que tal coisa é assim que é.
Logo, deves começar primeiro por consultar um manual de direito politico para saberes o que é democracia e o que é estado de direito. Sder um interventor social respeitavel implica primeiro que tenhamos algo na cabeça. E' que democracia nao é sinonimo de estado de direito como afirmas de maneira convicta. Nao, nao sao sinonimos. Numa coisa tens razao: democracia é mais do que partidos politicos. Mas quando dizes que temos uma democracia e dizes que é um carnaval, estàs em contradiçao. Relê o teu post de novo, e has-de ver que tens entre uma frase e outra sucessivas contradiçoes que criticas noutros. E enfim, vai ao google para saberes o que é democracia e o que estado de direito; de maneira nenhuma sao sinonimos.

Cesar Schofield Cardoso disse...

Já agora convidava o ilustre visitante a ajudar este espaço, corrigindo-me e explicando melhor os conceitos. Em vez de me acusar de incoerente, explique PORQUÊ. Aponta as incoerências, clarifique os conceitos (que nem de perto, nem de longe quis dar lições). Seja positivo e aí as suas palavras vão parecer menos arrogantes.

Uma pergunta: tá a gostar do decorrer da campanha?

Cesar Schofield Cardoso disse...

E pelo tom, tá na campanha e é de ciência políticas ou afins. Portanto construa e não o contrário.

Anónimo disse...

Entao clarifiquemos e nada de ataques. Eu nao lhe chamei arrogante, logo nao mo chame tambem. Tmabém nao quis ter um ar de professor pelo que lhe disse para ir confirmar os conceitos directamente no google. Quanto à incoerência, percebeu tanto mais que me respondeu no seu primero post. Mas clarifico; é incoerente quando diz que a democracia cresceu e logo depois diz que isto é um mau carnaval; a coerência manda que ou é uma democracia ou é um mau carnaval. Enfim, respondendo à sua pergunta sobre a campanha; Claro que nao posso estar a gostar duma campanha onde ha discursos violentos e ameaças de agressoes e nao respeito das regras, o que você alias denunciou, entrando em contradiçao com a tal democracia que cresceu. Numa democracia crescida e com estado de direito, tal bagunça nao acontece. Conclusao: eu estaria de acordo consigo quando diz que isto é um mau carnaval, logo nao é democracia.Alias o que acontece neste momento em cabo vderde é uma autêntica vergonha; eu acho que ha que convocar ja observadors internacionais, o que é uma grande vergonha para cabo verde.

Cesar Schofield Cardoso disse...

Gostei muito mais e você acabou de enriquecer o debate. Sabe visitante, a intenção é essa: suscitar o debate.

Enfim, são posições:

1 - Não é a democracia que é um carnaval; é a campanha.
2 - Na minha opinião, a democracia cresceu sim, porque as instituições cresceram. A bagunça tem sido, na medida dos possíveis, arbitrada pelo CNE, por isso o meu apreço.
3 - Não vejo a mínima necessidade de convocar observadores. Se me permite, exagera o estado da bagunça e vou lhe dizer porquê:
4 - O CNE é sólido e é um observador imparcial.
5 - Temos um dos mais avançado sistemas de informação de processamento dos votos. Trabalhei directamente nisso; posso lhe garantir como esse sistema contribuiu imensamente para a transparência do sistema, desde o recenceamento até ao apuramento dos resultados. Aliás, são as próprias instituições internacionais a elogiar isso.
6 - Em caso de conflito, temos tribunais a funcionar, não excelentes, mas bons.

Resumindo, para mim a nossa democracia ainda se faz depender muito dos partidos, porque esses ainda se auto-proclamam como "forças dirigentes da sociedade". Mas tenho muito orgulho das nossas instituições e acredito que aos poucas a "bagunça" tende a diminuir.

Obrigado pelo debate

Anónimo disse...

Nao temos que agradecer, pois é nosso dever criticar, debater e avançar. Logo, continuando, nao ha democracia sem partidos. Portanto nao pode dizer que "ainda a nossa democracia é dependente dos partidos", como se quisesse que ela passe a ser no futuro sem partidos.
Outro ponto: que eu saiba ja nao ha partido forças dirigente da sociedade; isso era vocabulario de partido unico e com a instauraçao da democracia, nunca li nem ouvi o MPD a dizer que é força dirigente da sociedade. Nao tenho ouvido o PAICV a dizer também isso, logo quando proferir uma tal afirmaçao tem de lhe dar um dono.

QUE partido é esse que afirma ser força diriginte da sociedade? Se isso é verdade, vem provar que ainda nao ha democracia em CVerde. E' aqui que faço a critica da bagunça e nao ha exagero nenhum da minha parte; Numa terra de civilziados, nao se vê uma campanha tao violenta como essa com o primeiro ministro a dar a impressao que ha gente que o quer matar. Foi ele que o disse no comicio da praia.

Nao, a CNE nao é nada de madura, com uma presidente tao jovem. Nao é possivel e nao ha nenhuma democracia ocidental que tenha uma presidnte duma cne que nem 30 anos se tem. Nao, a cne nao tem arbritrado nada de maneira imparcial, basta ver as declaraçoes da sua porta voz, aplicando coimas a jornais e que queria calar mesmo os blogues. E' anti-consticuional esse artigo 105 contra a liberdade de expressao e de opiniao que nao permite por exemplo a caricatura.

NAO, a democracia foi instalada, mas nao foi cultivada nao foi desenvolvida e nao cresceu. ou entao os nossos termos de comparaçao sao diferentes. Compara a demcoracia de cv com o quê? Com a Costa do marfim ou com Portugual, França e Estados unidos?
Nao ha democracia, onde as leis nao sao respeitadas, onde ha nepotismo,onde o presidnte foi eleito com votos fraudulentos provado em tribunal, onde ha corrupçao, onde ha ricos de noite para o dia.
Eu sei que é duro para a sua vaidade de crioulo, mas CVerde ainda nao é uma democracia e as suas instituiçoes sao muito frageis. Podem desmoronar-se de um dia para o outro e vamos ver se a noite de 6 fevereiro serà calma o suficiente se o PAICV perder...

Cesar Schofield Cardoso disse...

Todas válidas as suas opiniões.

Usei a expressão "forças dirigentes da sociedade" de propósito. Sinto que os partidos devem achar isso. Os partidos e os políticos (aqueles que são) se consideram acima de tudo (é só ver a forma despreocupada que recorrem a financiamentos sem se preocupar com a sua legalidade; ou como ficam a dever à banca, sem que isso lhes constitua afronta); os políticos intrometem-se atrevidamente em áreas técnicas que não lhes diz respeito (é só ver determinados debates na Assembleia); não respeitam a opinião de personalidades idóneas e de craveira...enfim.

Não posso dizer que quero uma sociedade sem partidos. Pura utopia. Mas sim, menos peso dos partidos e mais de outras organizações, como sindicatos, ordens profissionais, associações civis, etc. Reforçam a democracia.

A presidente da CNE deve ter 2 anos menos que eu. Tenho 38...

Outra coisa: sabe porquê que CV (apesar de todos os outros maus índices) tem um bom score de Governabilidade?

Temos sim enormes fragilidades, mas não podemos deitar tudo abaixo; há muita, muita gente a trabalhar para o bem comum e os resultados tardam, mas vão aparecendo... independentemente do partido no poder.

Anónimo disse...

Temos que ser rigorosos com o vocabulario politico tanto pais que o conceito de força dirigiente tem um historial politico. E' um discurso politico leninista, estudo em faculdades de ciências politicas. Nao foi à toa que o regime de partido unico escolheu esse conceito. Portanto nada de bricnadeiras. Mas serviu para se ver que 20 anos de democracia ainda se usa vocabulario do regime de partido unico. Honestamente, você que tem 38 anos. Acha que se fosse formado em direito, que poderia ser Prsidente da CNE, sabendo que dà direito à categoria de magistrado do Supremo tribunal? Responde com toda a honestidade intelectual moral e profissional. Acha que com 38 anos, é possivel estar-se à altura da ciência juridica e maturidade suficiente, por exemplo para gerir situaçoes de violencia e confito? Acha isso possivel? Ja agora na sua profissao em outras profissoes, os seus colegas ja atingiram o topo da carreira com essa idade? Meu caro, a miuda tem 35 anos, nao pode de maneira nenhuma estar com a mesma categoria de um magistrado do supremo tribunal, de 65 anos. E' impossivel e nao é toleravel. Ja a via a falar aos berros, sem controlo nenhum na televisao, e isso é precisamente por ela ser nova demais. Porque é que em CV é possivel, quando em França, América, Portugal o Presidente duma CNE com categoria equiparada a juiz supremo, tem em média 60 anos e é professor cqatedradito de direito? Porquê em CV um jovem de 30 anos ja pode? E' devido ao genio do crioulo ou à bazofaria do crioulo. A maioria dos crioulos trabalham toda uma vida e nao chegam sequer à ultima letra da carreira profissional. Como é que essa jovem ja é magistrada equiparada a um juiz do supremo tribunal? Nao isto éz uma brincadeira, e repito, nao ha democracia em CV. Você pode insistir mas os meus parâmetros sao outros. Cverde é uma pais africano e quer queiram quer nao, nao teem sequer o nivel do Senegal mesmo ali ao lado.

Cesar Schofield Cardoso disse...

Acho que já percebi.

Anónimo disse...

Eu nao quero convencer-lhe; eu quero é debater. Eu quero que você me deite abaixo com argumentos de peso.

Anónimo disse...

Para clarificar ainda mais eis uma ultima contribuiçao qualquer que seja a sua resposta:
Em 20 anos de alicerces da demcoracia, ainda nao ha debates demcoraticos, logo cv nao é uma democracia. Uma terra sem agua corrente, sem luz eletrica, para permtitir precisamente os debates, nao é uma democracia.
Aqui esta uma classificaçao de democracias na Europa. Um artigo sobre um estudo que pode consultar na Net se estiver interessado em ir mais longe.

http://www.marianne2.fr/Qui-sont-les-pays-les-plus-democratiques-en-Europe_a202380.html

Definitivamente cv nao é uma democracia; é uma parodia de democracia e tudo pode desmanchar-se na noite de 6 se nao houver juizo na cabeça de politicos como o primeiro miinistro que apela ao odio, e a facas e paus para se imitar a revoluçao rubom manel. Veiga ainda nao teve um discurso do género durante esta campanha.

daivarela disse...

Depois chega a Comissão Nacional de Eleições contando os votos:

O partido DJONI teve 46% dos votos, elege 37 deputados;

O partido TITIO teve 37% dos votos, elege 29 deputados;

Houve 17% de votos brancos, logo ficam 6 cadeiras vazias no Parlamento.

É para aprenderem. Da próxima vez apresentam melhores deputados nas eleições.

http://daivarela.blogspot.com/

Anónimo disse...

A democracia é um processo que leva o seu tempo para poder consolidar-se. Há que dar tempo ao tempo e esperar que as experiencias que vamos vivendo sirvam de lição para o aprimoramento da nossa democracia. Não se constroi uma casa num só dia, muito menos se consegue passar de um regime de partido único para um regime democrático em apenas 20 anos. Esperemos que os resultados das eleições de día 6 possam vir a confirmar que estamos a fazer o percurso certo e não um retrocesso. Caminho é pa dianti!

Anónimo disse...

Daivarela já vi em vários blogues essa tua teoria de votos brancos e isso não é bem assim. A eleição pelo método de Hondt é feita em votos válidos. Ou seja calculam com base em votos expressos nos partidos sobre a totalidade de eleitores retirando brancos e nulos.

Anónimo disse...

Caro César, favor não falar nada daquilo que não sabse. Afinal onde fica a verdade ? Afirmas que a CNE e o NOSI fizeram bom trabalho.ok. Falas porque trabalhaste nesse projecto no nosi ou falas porque ouviste falar ? Nem o CNE nem o nosi fizeram um bom trabalho. Primeiramente porque a corrupção é uma actividade de corrói todos os que passa por cargos de chefias e de gestão, sobretudo em posições como o nosi. As Nações Unidas financiaram um projecto de identificação biométrica para melhorar a credibilidade do recenseamento eleitoral e acabar de vez com as suspeições ... pois a ideia era boa ... mas os 2 milhões de euros falaram mais alto e os gestores perderam o carácter ... resultado a CNE ficou pendurada com uma carrada de kits eleitorais inoperantes jogados nos fundos doa quintais ... pergunta ao nosi, ou se calhar responde pois trabalhaste no nosi, que fizeram com os 2 milhões de euros ? porque não funcionaram os kits biométricos no recenseamento do estrangeiro ? estás a ver César, pensamos às vezes deter a verdade mas ela é sempre relativa, outras pessoas podem deter alguma verdade que inviabiliza ou descrebiliza a tua. percebes ? agora temos que ver a questão das responsabilidades: começou-se a detectar múltiplas inscrições no estrangeiro. quem achas que é o responsável ou os responsáveis ? CNE - que não fez controlo de qualidade ? nosi - que se meteu em negócius poco claros ? Medita ... Medita ...

ex-funcionário da DGAE

Cesar Schofield Cardoso disse...

ex-funcionário da DGAE, umas perguntas:

Reconheces que as instituições melhoraram ou não?
Reconheces que o recenseamento eleitoral hoje é incomparavelemte melhor que no passado ou não?
Lembras-te de quanto era o apuramento dos resultados no passado? E agora, sabes de quanto é?
Reconheces que a CNE tem uma presença muita mais marcada hoje ou não?
Reconheces o que DGAPE (é assim a sigla?) tem muita mais ferramentas hoje para trabalhar que no passado ou não?
Reconhces que a cidade está muito mais preservada hoje, com o trabalho de organização dos espaços publicitários ou não?
...
Enfim. Se não reconheces isso tudo, então devemos viver em países diferentes. Repara que ninguém disse que as coisas estão perfeitas, mas o meu discurso é da valorização dos profissionais, mais conhecidos ou mais anónimos, que trabalham mesmo para que as coisas melhorem. Espero que você tenha dado bom contributo na DGAE e merece o meu apreço se for o caso.

Sabes, no mundo nem tudo é preto ou branco; há muitas variantes.

Saudações

Anónimo disse...

César, acho que a cada linha do meu texto saltaste duas ... a ideia não é aqui eu julgar o que os outros fizeram nos projetos, mas mostrar ao mundo essa "variante". os técnicos nunca estiveram em causa; foi tua interpretação ou se calhar porque trabalhaste nesse projeto e te sentiste atingido; o que aponto com o dedo é a falta de ética, aproveitamento da coisa pública para o bem pessoal, dum grupo de gestores de muitos projeto, não únicamente. portanto todas essas questões que me colocaste é para justificar os 2 milhões de euros ???
saudações

Cesar Schofield Cardoso disse...

A falta de ética, não só dos gestores, mas de muitos técnicos, é um problema sério na nossa sociedade. Há muitos gestores que deviam estar na cadeia, independentemente da cor política. E não só por corrupção directa; a gestão danosa (por mais boas intenções que a motive) deve ser punido criminalmente. No entanto não creio que seja esse o tema deste post. No meio desse nosso processo eleitoral, destaquei os meus positivos e os negativos, sem no entanto atribuir brilhantismos a ninguém. Deve concordar comigo.

Anónimo disse...

Aqui no Mindelo, o JMN teve uma recepção fantástica, ele não ofendeu o Veiga em momento algum, ao contrário deste último que continua com o baixo nível no discurso. A Rua de Lisboa estava a arrebentar-se pelas costuras da onda amarela. Havia 2 ou 3 vezes mais pessoal que o MPD. Quanto às sondagens o Veiga fala das sondagens, mas ninguém do MPD refere as fontes. Daquilo que é oficial é a sondagem da MGF Research (data do dia 31 de Janeiro) que dá vitória ao PAICV, com 53,30% das intenções de voto, contra 39,30% do MPD, 6,40% da UCID, 0,70% do PTS, e 0,20% do PSD. São sondagens, é claro. Mas os sinais cá na terra são claros, também.
Djon.

Anónimo disse...

Aqui no Mindelo, o JMN teve uma recepção fantástica, ele não ofendeu o Veiga em momento algum, ao contrário deste último que continua com o baixo nível no discurso. A Rua de Lisboa estava a arrebentar-se pelas costuras da onda amarela. Havia 2 ou 3 vezes mais pessoal que o MPD. Quanto às sondagens o Veiga fala das sondagens, mas ninguém do MPD refere as fontes. Daquilo que é oficial é a sondagem da MGF Research (data do dia 31 de Janeiro) que dá vitória ao PAICV, com 53,30% das intenções de voto, contra 39,30% do MPD, 6,40% da UCID, 0,70% do PTS, e 0,20% do PSD. São sondagens, é claro. Mas os sinais cá na terra são claros, também.
Djon.

Anónimo disse...

O que César nao percebe e a esmagadora maioria da sua geraçao é que tudo na vida evolui; nao temos que estar sempre na defensiva com argumentos falaciosos. E' que se ficassemos pelos argumentos de César de que as coisas melhoraram nunca sairiamos da Idade da Pedra, evoluindo para os diferentes estadios de desenvolvimento natural e humano. Apareceria sempre um César para nos dizer que tinhamos que andar de carroça, porque houve melhorias. Neste caso para quê a independencia e toda esta evoluçao que tivemos? Algum portugues colonialista poderia ter dito e houve quem dissesse, mas para que querem independência se as coisas ja melhoraram em 1974, em relaçao aos anos da fome de 47, 50 etc? Sao os niveis de desenvolvimento humnao economico social etc que César e sua geraçao nao percebem. A questao nao é a CNE ter evoluido este ano em relaçao a anteriores eleiçoes.Evoluçao ha sempre, mas qual é o grau? E' aceitavel, foi profissional o suficiente? César, ja começou a pensar contra a sua propria pessoa? Tente fazer esse exercicio e ha-de ver que é extreammente difici sobretudo quando queremos justificar sempre a obra bem feita ou mal feitaa dos nossos pais. Deviamos ser muito mais humildes mas inflizmente eu sei que é pedir demais. César, esquece dois minutos apenas que é filho de quem, leia o artigo de Casimiro desta semana sobre os crimes do PAIGCV na Guiné, e pergunta-te a ti mesmo se deve estar orgulhoso do passado do partido que ama tao cegamente e nao o deixa ser homem com um pensamento autonomo e critico!.Modéstia à parte, eu em 1974 desconfiei do assalto dos guerrilherios em Soncente e juro que nunca mas mesmo nunca acreditei neles.Tudo està baralhado desde o começo e vai ser assim ainda por mais umas décadas. Espero do fundo do coraçao que o MPD ganhe as eleiçoes para que termine o trabalho de implantar verdadeiramente uma decmoracia com insituiçoes fortes e crediveis, porque os homens do PAIGCV nao têm culutura demcoratica. E' assim César acredite ou nao mas nao sabem o que é viver em democracia.

PS Fiz uma excepçao e regressei porque achei interessante o deabte com o homem do dgae, que tem toda a razao. César você tem de respirar outros ares; viver e conviver em sociedades verdadeiramente democraticas, porque caso contrario nao saberà transmitir isso aos seus filhos. E' por isso que costumo falar em tragédia em CVerde.

Anónimo disse...

César, gostaria de dizer acabou. Mas ainda não acabou. Nunca acaba. Transforma-se. Ainda resta a noite de domingo para que os vuvuzelos continuem a sua gesta delirante. Têm direito a isso. Afinal é o morango no topo do bolo (eu não gosto de cereja). Não me incomoda. Passa depressa. O que verdadeiramente me incomoda é a pressa com que toda a efeverscência passa. Depois é a sonolência intelectual, a demissão cívica, e o desencanto a acumular-se num pastoso e sufocante silêncio. O período de nojo do esquecimento. Seja. No teu espaço continuarão sem resposta muitas perplexidades, muitas questões que passaram despercebidas a toda esta gente "subitamente atenta", delirantemente "arguta", orgasticamente opinante (É só ver os comentários). Muitos de nós, que não nos entregamos à orgia carnavalesca, que alguns teimam em confundir com campanha (e os mais venais com 'coragem'), continuaremos atentos e disponíveis (não por força de uma qualquer superioridade moral, intelectual ou outra), por dever de lucidez, por pudor, por vontade de dizer alto e bom som "Não! Não sei por onde vou, só sei que não vou por aí!", por desejo de querer ESTAR ATENTO ao que MESTI MUDA, MESTI MANTI i MESTI KABA (Mas, estar sempre atento, antes e depois da festa. Principalmente antes e depois.).
Acabou a prova dos 100 metros. Venha a maratona. Como vês nunca acaba. Agora é a hora de sempre. A hora di MESTI LUTA. Vamos a isso.
Abraço
ZCunha

PS: Em democracia ninguém perde. Todos ganham(os). Mas só saberemos se ganhamos depois de depois de contados os votos. Espero, desejo, e creio que o minuto after não nos revele o pior de nós. Sim, porque em democracia ninguém perde. O que não significa que não haja um vencedor. Para que a democracia ganhe, depende do comportamento de vencedores e vencidos. Os vencedores, tal como os vencidos, são a parte da parte efémera da vida. Um ano uns, outro ano outros. Os ganhadores não. Fazem parte do que connosco cresce e permanece. Amanhã quero, mais uma vez, estar entre os ganhadores, mesmo que vencido o meu voto.

Anónimo disse...

Agradeço a divulgação César

Regresso triste e cabisbaixo a casa, num dia de sol como há muito não se via. É a minha única alegria, este sol radioso que me aquece e conforta do desalento.
Alguém ou alguma coisa NÃO ME DEIXOU VOTAR! A Embaixada? A DGAPE? A CNE? O NOSI? Não sei. O pior é que nem eles sabem. Nem sabem quem saiba. Ninguém sabe por que razão um cidadão é impedido de votar. Pior ainda, ninguém consegue resolver o problema. Como eu, hoje muita gente foi IMPEDIDA DE VOTAR. Por não constarmos dos Cadernos Eleitorais. Desorganização? Boicote? Incompetência? Quem de direito que averigúe.
Sou cidadão em situação legal, documentado, recenseado (tenho a prova documental) e o meu nome, como de muitos, não consta dos Cadernos Eleitorais. Indignado tento falar com a Embaixada. Debalde. Resolvo mandar um mail. Um dia responderão. Não hoje.
Procuro o CNE. Pelo telefone é melhor nem insistir. Seria de supor, hoje, dia de eleições, Sec. XXI, que teriam alguém atento aos mail’s. Que tivessem, até para nós na diáspora, um canal prioritário aberto para esclarecer estas situações. Não há. Se há, não encontro. Descubro então o mail da CNE. Foi o cabo dos trabalhos. Esta gente não gosta de ser aborrecida nem em dia de eleições. De facto, uma chatice que nos chega de 4 ou de 5 em 5 anos é uma coisa aborrecida. Um incómodo. Eu pensava, na minha modesta opinião de cidadão eleitor, que esta informação “Como contactar-nos” deveria estar em local de destaque no site da CNE neste períodos, com vários meios e formas alternativas, para que ninguém ficasse, como eu, à nora! Não está! Descubro um envergonhado envelope no canto superior do site. Eureka, penso. Escrevo o mail, e recebo a resposta “Por favor, certifique-se de que o formulário esteja correctamente preenchido.”

Anónimo disse...

Penso com os meus botões. Enganei-me. Fiz qualquer coisa de errado. Não faz mal. Volto a tentar. A mesma resposta a ensombrar-me o meu dia. Desisto. Chega-me aos ouvidos pela enésima vez o jingle que já me atanaza o juízo “Ami e Cabo Verdi na Festa! Ami e Cabo Verdi na vitória! ...” .
Neste ponto, devo confessá-lo, sinto-me aquele personagem do filme “After Hours” do Scorcese, Dunne, lembram-se? Só que eu, ao contrário de Dunne, nem before nem after, ainda estou, pobre de mim no between, dentro de horas e num dia de sol espectacular. Mas sinto-me tão perdido quanto ele no meio da noite Novaiorquina. Ele, personagem de ficção, eu, em plena luz do dia, a viver uma comédia de humor-negro, real, mas de mau gosto.
Resolvo ir à minha procura no site da DGAPE. Não me serve de nada. Ponho o meu nome e a minha data de nascimento, como exigidos, repito uma, duas vezes, faço combinações, altero, suprimo, e nada. Não me encontro. Ando por aí perdido, algures num labirinto de bytes e ficheiros anómalos a ser canibalizado por algum vírus antidemocrático. Sempre a mesma resposta: “NÃO FORAM ENCONTRADOS DADOS. FAVOR REFORMULE A SUA PESQUISA.” Como? Reformular o quê? Estranhamente, ou não, nos critérios de pesquisa não consta um, que quanto a mim seria óbvio constar: o NÚMERO DE INSCRIÇÃO. Este é atribuído automaticamente, e valida as inscrições. Nada a fazer. Fui posto fora da festa, ou seja, fora de jogo, mas não da vitória. Espero eu. Hoje, a contragosto, sou um cidadão de bancada.
Brincadeiras à parte, esta situação é grave. Muito grave.
Primeiro, importa saber quantos cabo-verdianos não puderam votar por não constarem dos cadernos eleitorais. Cá na diáspora, e aí em Cabo Verde. Este número sairá obviamente ferido por defeito porque a maior parte dos eleitores não irá reclamar, e querendo fazê-lo não sabem onde ou a quem dirigir-se. Eu próprio estou para aqui meio perdido sem nenhum canal friendly para contactar.
Depois importa apurar as causas, e agir sobre elas, para que este lamentável acontecimento não se repita. Mas não chega.
Finalmente, têm de ser apuradas responsabilidades, e explicações públicas têm de ser dadas rapidamente. Para que as eleições não sejam uma farsa, nem a responsabilidade fique, como sempre, órfã. Nenhum cidadão pode ver anulado/suspenso/eliminado o seu direito de cidadania por razões técnico-burocráticas, ou outras. Aconteceu. Não pode passar em claro, nem ficar impune.
José Eduardo Cunha, hoje, dia 6 de Fevereiro de 2011, sem direito à cidadania plena

Anónimo disse...

essas tecnologias novas tem que ser devidamente testadas e as coisas feitas com transparência. porque só o PAICV estava a para dessa inovação até o último dia ? porque a CNE sabia da "inovação" que estava a ser preparada nos quintais do NOSI e não avisou os outros partido politicos ? quer dizer que haveriam outras intenções ainda não identificadas. reparem os problemas do arco da velha que foram provocados pelo uso dos kits móveis de biometria introduzidos pelo NOSI na modernização da DGAPE. não só tiveram durante uma performance deficiente durante o recenseamento ( basta ver que ficaram de fora muitos eleitores ) mas estão todos estragados. ter inovação e tecnologia sim, mas tem que ser sustentável. o NOSI introduziu inovação tecnológica mas não teve nem a capacidade nem a competência para garantirem um valor acrescentado ao processo, porque os seus técnicos não dominaram essa tecnologia. Bandalharam em momentos que deveriam demonstrar mais responsabilidade que se exige a esse nível. moro na Prainha e somos um grupo de cidadãos que nos recenseamos e nenhum de nós apareceu nos cadernos eleitorais. a minha pergunta ao engenheiro Hélio Varela responsável pelo processo no NOSI é para onde foram parar os nossos nomes ???

Anónimo disse...

Será que quiseste dizer "See you the day AFTER"?

Cesar Schofield Cardoso disse...

Sim. tnks

Anónimo disse...

Oh cesar e so passar uns dias sem vir visitar.te no teu blogue k as coisas aquecem assim pah!!? ahahahhahah gostei muito dess debate...bjos titass