26.8.10

FRESCO

 I love a ilha de Santiago. Serra Malageta na imagem

24.8.10

Bram-Bram

É uma estranha, agradável e inquietante sensação de receber a chuva. Agradável porque prenúncio de vida e frescura; inquietante, porque muda o céu, desaparece o sol, irrompem raios das nuvens e nunca se sabe ao certo a quantidade de água que irá se desabar por cima das nossas cabeças. É um misto de alegria e preocupação. É sobretudo um momento raro, imbuído de alguma religiosidade; tanto os deuses podem nos abençoar como nos castigar por algum mau comportamento ao longo do ano.

Anda um furacão a formar-se no sul do arquipélago. Será que a Protecção Civil tem portado bem? E as Câmaras Municipais? Estaremos preparados por eventuais caudais d'água extraordinários? S.Nicolau já se recuperou? Uma coisa é certa: a lagoa que se forma em frente ao Palácio do Governo, por um milagre, tem desaparecido assim que pára de chover, não vá a Oposição chatear os gajos por terem tamanha falta de eficiência debaixo do nariz. Em tempo pré-eleitoral acontecem coisas fantásticas!

23.8.10

Be Eme Dabliu

Na ilha de Santiago os rapazes têm carrões. Estamos no tempo em que os rapazes, estando de férias laborais, voltam à terra-mãe, aos seus locais de origem, humilde na sua maior parte, rural, às suas mães, igualmente humildes na maior parte, ainda a exibir uma maneira de estar de lenço atado, roupas e gestos tradicionais, gestos de missa de Domingo, roupas e maneira de estar de trabalhar a terra e vender no mercado. Uma sociedade rural, onde só os carrões destoam na paisagem, pelo luxo refinado dos seus bancos de pele, ou pela extrema elaboração tecnológica dos seus equipamentos. Carrões topo de gama. Rapazes rurais de maneiras, de palavras simples na sua expressão, regressados dos seus árduos trabalhos no exterior, se exibem perante uma mulherada fulminada pelo brilho irresistível de um luxo que as suas preparações e vivências nem conseguem conceptualizar, tal insecto que cai fatalmente nas garras de uma bela flor carnívora.

Na ilha de Santiago os rapazes têm carrões e toda uma sociedade que nem consegue explicar a enorme cadeia de causas e efeitos, que faz acontecer que uma fila de carros de alto quilate pudesse desembarcar numa ilha, rural em sua maior extensão e na sua maior expressão.   

16.8.10

Escuro

Quem paga as toneladas de combustível que cada empresa é obrigada a consumir, para ter, em termos industrias, um bem básico que é a energia? E os muitos trabalhadores e pequenas empresas que não podem sequer suportar geradores e toneladas de combustível? Quem paga os electrodomésticos que vão se queimando ao ritmo dos apagões? Quem paga o descontentamento dos clientes que ficam a espera do trabalho que não saiu porque não há luz? Como explicar (e evitar perder uma parceria) aos estrangeiros que o relatório não foi enviado, pela enésima vez, porque falta energia enésimamente? Quem paga os meus nervos? Em que conta se debitará o custo da incompetência e das políticas desacertadas?

Quem paga os contentores-geradores, alugadas pela Electra, para suplementar a energia nesta altura de pico de consumo, que afinal não suplementam nada? Quem paga os salários do exército de técnicos dessa empresa?, que não tem culpa, claro! Aliás, ninguém tem culpa. Não tem culpa o Governo se as Câmaras devem enormidades à Electra. Não tem culpa as Câmaras se o Governo não consegue parar o roubo de energia. Não tem culpa o gestor da empresa, se o Governo não investe os fundos necessários. Não tem culpa os funcionários, se já estão há anos sem progressão na carreira; não tem culpa os técnicos se tem família para alimentar, o que os obriga a um bico. Não tem culpa os cidadãos, se não tem nada a ver com isso. É uma situação sem culpa.

E quem paga a factura? Fica a adivinha.

Sol

Esta altura, comicamente chamada de "Verão" (em contradição com a propalação de país de sol o ano todo), em que a cidade devia ser um poema, é o contrário, é mais lento nos serviços, não há luz, se chove o mar é invadido por toneladas de lixo, as estradas estragam-se, nunca há programas em condições para os turistas e visitantes, a noite é escura e pobre de sítios de bom-gosto, enfim, a cidade revela o seu despreparo em ser cidade

As repartições públicas, que passaram a funcionar a meio-gás o ano todo, vulgo período único, nesta altura funcionam a gás mínimo; a Electra rebenta pelas costuras, apesar das não-temos-ideia-do-quanto custosos contentores-geradores adicionais; a cidade da Praia prova que não é uma cidade feita para gente andar e desfrutar; o monstro que estão fazendo na Quebra-Canela é cada vez mais monstruoso, come estrada, come terra, come céu e a vista do horizonte; Zé Maria tem um grande gerador à porta, para provar que o problema é para ficar. Já agora, que vai ser lançado o programa Casa Para Todos, um item que podia ser de muita valia seria a inclusão ou não de gerador; assim podíamos ter: Casa Pack Simples, Casa Pack Gerador Individual, Casa Pack Gerador Familiar, e por aí fora.

Quem não pára são os partidos e a sua guerrilha pré-eleitoral. O MPD lançou um panfleto disfarçado de jornal, o PAICV vai aproveitando a sua posição de Governo para nos encher de asneira informativa. As eleições são uma surpresa; os inquéritos revelam resultados contraditórios, mas é na urna mesmo que vamos tirar esta teima. O certo é estarmos lixados em ambos os casos: não podemos tolerar mais um mandato PAICV, com toda a sua corja de pequenos, médios e altos funcionários do Estado a instalaram-se sem vergonha na cara; não podemos tolerar um MPD Governo de 91, com todo o seu historial anti-Estado. Algo falta no puzzle político; falta renovação; falta juventude; falta sociedade civil actuante. Mas está provado pela Dengue, só reagimos quando um de nós morre.

Entretanto, curtam uma praia...se puderem.

6.8.10

Arbítrio

Em que situações o árbitro anula o jogo? Pelas razões que me ocorre, se uma das equipas não comparecer, chove aos potes que os jogares nem conseguem se manter em pé, em situação de falta evidente de segurança, se o campo racha ao meio, ou seja, em situações obviamente de anulação. Não consigo encontrar uma razão satisfatória para o Ministro da Saúde ter anulado o concurso de avaliação curricular à classe médica.

História. Os médicos não são promovidos desde 95 por falta de concurso, para determinar de forma criteriosa, quem deve e quem não deve ser promovido. Finalmente se faz, e pelo próprio Ministério. Até aqui bravo. Resultado do concurso: a esmagadora maioria dos médicos obtêm classificação de aluno suf- a medíocre. E este é só um concurso curricular, ou seja, a malta só tinha que inventariar a papelada, as formações, os workshops, os papers científicos que tenham produzido, o currículo profissional e por aí fora. Imaginem se fosse uma avaliação de desempenho? Se um dos critérios fosse "satisfação do utente", aí é que muita gente ia apanhar com um "mau". Se a malta da "bata branca", como são conhecidos, não passaram neste concurso, ou é porque não apresentaram a papelada, ou é porque não a têm, literalmente. Face a isso, claro está, senhores do mundo (ou da vida, mais propriamente) como são os médicos, contestaram  (os maus) em massa e o Ministro da Saúde, numa saída que não lembrava o diabo, ANULA o concurso, satisfazendo os maus e prejudicando os bons. Ainda por cima diz o seguinte: "a breve trecho, e em concertação com as entidades pertinentes, decidir-se-á da conduta a seguir". (A Nação, 5/8/2010)

Não é aceitável sob nenhum ponto de vista a decisão do Ministro. Se o concurso continha irregularidades, como alegam os "prejudicados", que não se fizesse. Se os critérios não eram claros à partida, que a classe não os aceitasse, impugnando o concurso antes que acontecesse. O que não podia acontecer era, que se anulasse um concurso, conduzido por gente séria, inclusive com a participação da própria Ordem dos Médicos, com base em descontentamento dos que (mesmo sendo a maioria) o concurso não tenha corrido à feição. É com essas atitudes que os políticos desvirtuam gravemente o jogo do Estado de Direito. Como é que os cidadãos podem confiar nas autoridades, se não sabem ao certo por que batuta se rege o próprio Estado? Que poder é esse, supremo, de um dirigente político anular um acto administrativo (e logo legal), com base em critérios tão subjectivos, ou no mínimo mal explicados? Poder pode, senão não o teria feito, mas será que deve? A conduta a seguir é caso a caso?

Mais uma grave desilusão na forma como se conduz os assuntos de Estado. Por razões de coerência, ou fazemos concursos correctamente e os respeitámos, doa a quem doer, ou não fazemos concurso nenhum e assim sabemos que isso funciona ao gosto do freguês.

4.8.10

Instante

fonte: aqui

Cláudia Rodrigues (a nossa querida Lála) num momento único da sua vida; talvez irrepetível. Atrás o nosso igualmente estimado Ivan. Toda uma nação se orgulha (espero).

1.8.10

Estado 90%

Entre o país “moderno e competitivo” de José Maria Neves e a sensação de, dinheiro que nunca chega para nada, falta de qualidade de serviços públicos, ausência de espaços públicos de lazer e entretenimento, pobreza à vista desarmada, o que falta realmente? Entre o evidente bom estado de relações com a comunidade internacional que este Governo conseguiu restabelecer, o notável equilíbrio financeiro da gestão pública e mais alguns bons ganhos em sectores diversos, e a “governação negativíssima de Fernando Elísio Freire, qual é realmente o meio-termo? Terá António Monteiro razão afirmando que, em Cabo Verde impera o revanchismo?

Pessoalmente o que me parece é que nós sofremos do que chamo de “síndrome dos 90%”. Está tudo quase a acontecer, quase a acabar, em projecto, vai acontecer. E a verdade é que o tempo passa e continuamos com os mesmos dramas. Se é verdade que a diplomacia CV goza de grandes momentos de notoriedade (aliás, se tem legado de Amílcar Cabral que soubemos manter, é a diplomacia) também é verdade que JMN descuidou-se da sua reforma da administração pública, que está cada vez mais gorda, velha e preguiçosa. Socialmente há grandes correcções de rota a fazer: do ensino, da capacitação profissional, da habitação e, ainda, da saúde. JMN passou completamente ao lado da política cultural e, dentro do seu partido, não me parece que tenha promovido tanta democracia como propala.

Para além do Governo, não esqueçamos que um país não é feito só de Governo. A sociedade civil é cada vez mais egoísta e alienada. Não estamos a cumprir bem o nosso papel de cidadãos. Nem cuidamos da empena da nossa porta. A Oposição também, não é que ajuda muito; vive berrando e, quanto a uma visão alternativa, nada! Se este Governo merece continuar à frente do país, será por total desmérito da Oposição. Se o PAICV continuar à frente do Governo, com todo o arrasto maléfico da acomodação ao poder, a interminável cadeia de dirigentes da Adm.Pública, mais fiéis ao partido que aos princípios da gestão da coisa pública, espero que percebam que é o social a base de um país, que abandonem um pouco o conluio aos grandes negócios e as grandes empresas estrangeiras, que tenha a coragem de se declarar ignorante em matéria de política cultural e arranje alguém que o faça e, uf, substitua o discurso repetitivo que já irrita. Caso o MPD consiga, num passe de mágica, constituir-te Governo, dado ao seu historial de governação voltada aos negócios, não me pareça que corrija a ausência de actuação social, por isso resta-nos a nós, povo, sociedade, fazer o nosso papel: actuar! 

27.7.10

Grito

A propósito do comentário de Houss no post "silêncio", sobre a ausência de Amílcar Cabral nas nossas notas (dinheiro) e sobre a sensação do desvanecimento da figura deste líder maior, do nosso dia-a-dia, das nossas conversas.

Eu tive a "obrigação" de ler muito sobre Cabral, para um trabalho que fiz e foi lendo que descobri o quanto nós somos ignorantes do seu percurso, importância para o pensamento nacionalista africano, influência para os nossos primeiros dirigentes e figura de destaque no mundo. Os suecos devem admirar Amílcar Cabral mais do que nós próprios. Parece-me que é mesmo da humanidade, não conseguir valorizar o que está perto demais, o que nos parece demasiado vulgar para ser elevado.

Bem, como isso não quero dizer que as figuras da história devam ser mitificadas. Não, mais simples que isso; temos unicamente que continuar o trabalho que eles começaram. Amílcar Cabral fez um grande esforço para a definição de uma série de condutas, para que os povos africanos pudessem se emancipar e trilhar o seu próprio caminho. É verdade que boa parte da sua moral está vinculada ao contexto da guerra, mas é verdade também que ele professava essencialmente a valorização do homem; por exemplo, acho de um romantismo insuperável, que ele tenha insistido em ter escolas para todos, em plena guerra. Ele era um idealista, mas ao mesmo tempo um pragmático.

A minha posição em relação a Cabral, não é de endeusificação; é de aprender a ter respeito pela história e a admirar um homem de obra. Uma inspiração, no fundo.

Nós aqui, não é só Amílcar Cabral que não valorizamos; estudamos muitos dos grandes filósofos, mas são poucos os que conseguem identificar as suas condutas ao que aprenderam na escola. Somos imediatistas, fingimos que os problemas são só dos outros, somos ligeiros e vaidosos. É de contar nos dedos os homens deste Cabo Verde da actualidade, que inspira uma real admiração.

22.7.10

Lata

Guiné Equatorial declara português como a terceira língua oficial do país (SAPO CV)

Isto equivale a Cabo Verde declarar o francês como língua oficial. Lidamos muito com o francês, principalmente ao nível da Adm.Pública, ou seja, muitos documentos e até concursos públicos vem em francês. Ora isso tem a ver com as relações internacionais, agora daí a declarar o francês como língua oficial em Cabo Verde seria um pouco forçado. Como é declarar o português a 3ª língua oficial da Guiné Equatorial. Eles falam espanhol, mas o que é que o rabo tem a ver com as calças?

Que ao ditador Teodoro Obiang tenha a pretensão de pertencer ao CPLP, como forma de branquear a sua política do terror, é uma coisa; outra completamente diferente é receber os apoios internacionais, nomeadamente de Cabo Verde. Muitas serão as argumentações a favor da Guiné Equatorial: é um país católico, tem ligações de história com portugal por pelo menos 1 século, tem um elevado PIB per capita e um IDH (Índice Desenvolvimento Humano) maior até que Cabo Verde, embora esse índice está a ser grandemente puxado pelo PIB, já que os indicadores sociais (ensino e sáude) são inferiores aos nossos, importantes organizações internacionais estão presentes no país, tem o apadrinhamento dos USA e da Espanha e, para todos os efeitos, há eleições no país, embora sejam altamente contestadas, pela oposição e por observadores internacionais.

Tenha os indicadores que tiveram, um país governado por uma única pessoa há mais de 30 anos, que tomou o poder por força militar, que manda executar os seus opositores, que nomeia pessoalmente o primeiro-ministro e todos os governadores de província (o país tem 7 províncias), que nomeia agentes da Justiça e que ganha as eleições com 98% dos votos (impossível em qualquer Estado decente), não pode ser considerado um Estado sério, pelo Comunidade Internacional. Mas ao que parece, o dinheiro está cantar nos ouvidos dos dirigentes dos nossos país e encadeando os seus olhos, até que perdem o discernimento das suas acções.

Para o Presidente do meu país, herói de luta contra o colonialismo e fascismo português, combativo negociador da Independência Nacional, é inaceitável o apoio a um ditador. Desilude-me.

Fontes: 

21.7.10

Som

Aconteceu no Palácio da Cultura, ontem, dia 20, uma jam session entre músicos das Canárias (bons) e músicos de Cabo Verde (bons) e do encontro resultou um repertório…brasileiro! Ponham dois músicos de partes diferentes do mundo, em comum vão conhecer um sambinha, quase de certeza. É como dizer que, a música popular brasileira é uma língua franca musical. Na verdade a música brasileira é uma grande escola.

Para além de que, tradicionalmente, o Brasil tem muitos ritmos e géneros, resultante da grande mistura de povos que resultou o seu povo, o factor mais importante para terem a sua música bem desenvolvida e divulgada pelo mundo, é que tem muita qualidade técnica e isso só se consegue com escola. Escola, escola, escola. Tem de ser esse o nosso lema na actualidade.

19.7.10

Rafael Sica

Silêncio

"O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão."
José Saramago, in Deste Mundo e do Outro, Ed. Caminho, 7.ª ed., p.56

Alma

Sou desabridamente fã de David Lynch, o cineasta dois tempos à frente do seu tempo. O cinema de Lynch não se vê, estuda-se. Não há uma única pessoa no mundo, nem mesmo o mais experimentado crítico de cinema, que pode gabar-se de ver um dos seus filmes de um só sorvo. É preciso rever, discutir, analisar, teorizar e comparar teorias, sempre numa tentativa de adivinha, que o próprio Lynch nunca facilita; nunca entrega as chaves, talvez, como o próprio diz, não tenha chave nenhuma. Um dos filmes que mais me marcou foi Mulholland Drive e esta (http://obviousmag.org/archives/2007/12/david_lynch_clu.html) é só mais uma das dezenas de adivinhações que já li sobre o mesmo...Acaba por ajudar de alguma forma.

18.7.10

Éter

Até nunca deixaria que isto que está prestes a acontecer, acontecesse, caso fosse pago para estar aqui a aturar o mau fígado de cada qual, os humores fétidos de uns e outros, a acidez de estômago de tantos que passaram por aqui. Não sou pago. Isto é mantido por esforço e vontade próprios. Já aturei uns tantos parvos, mas hoje, num Domingo, dia de família, paz, amor fraternidade, dia de sol e praia e almoços divertidos, um parvalhão conseguiu mudar-me. Venceram as forças do mal.


As intenções deste blog foram as melhores. Quis ter uma plataforma de diálogo. Quis ajudar a criar um espaço de encontro supranacional, sem fronteiras e restrições localistas. Acreditem se quiserem, mas também se não acreditarem, pouco me importo, nem vou sabê-lo, porque nem poderão dizê-lo mais aqui.

A partir de agora, este espaço é meu e de mais ninguém. Mando as bocas que quiser e bem entender e, desculpem qualquer coisa, não poderão replicar. A partir de agora este espaço não publica anúncios de espectáculos ou exposições, portanto não mo peçam. Acabaram os projectos colectivos, blogjoints e coisas do género. Pouco me importa se o país desliza na sua própria defecação ou se cheira a rosas. O que anda lá fora exige ser encarado de cara feia e palavras igualmente rudes.

Um apreço às centenas de pessoas que adicionei à minha lista pessoal, aquele abraço, continuem vindo que isto continua por cá e se quiserem comentar, os que são amigos, terão oportunidades de o fazer. Aos da má fé, vão lá se matar lá prós quintos do inferno, que aqui é lugar de gente saudável.