12.3.09

Moranguinhos

O que tem em comum os nossos Premiers, o das terras de Camões e o daqui, das terras de…o que se diz no nosso caso? Terras de Amilcar Cabral? Epá, o pessoal do MPD não concorda nadinha com isso. Mas então como se diz? Ai, ai, ai, a História!

Os nossos Premiers se parecem em muito.São ambos moranguinhos, que elegem o charme como um vector de marketing político. Ambos chegaram ao poder em contextos de grande descontentamento popular, arrancando assim cifras impressionantes de votos. Ambos sabem como é importante escolher cuidadosamente a gravata. Ambos estão a levar rudes golpes na sua popularidade, mas o encanto dos seus sorrisos ainda faz suspirar corações. Ambos têm oposições violentas, que ainda não perceberam que oposição aos moranguinhos só se faz com outros moranguinhos. Ambos se dizem socialistas, mas falam mais em negócios do que qualquer outra coisa. Ambos estão mergulhados até ao pescoço no escândalo da BPN/SLN/BI e ambos têm outros escandalozinhos domésticos cabeludos. Mas o que é definitivamente de alma gémea entre os dois é o enigmático sorriso, parecendo que, pode o mundo acabar a fogo, que morreriam carbonizados, mas permaneceriam sorrindo.

Por esses dias por cá vamos ter overdose de sorrisos de moranguinhos, para delírio dos fãs.

11.3.09

Asneiras comprovadas

Por falar em turismo, urbanismo, ambiente e tal, as asneiras que estamos a fazer agora, os outros já fizeram no passado. Em vez de aprendermos com a história, copiamos os seus erros. Sounds like stupidity. Checkem este bastante elucidativo artigo, a propósito de Canárias, um país que pretendemos imitar

O português que nos pariu

Antes que as mentes perversas possam construir as suas perversidades, o título é de um livro de Angela Dutra de Menezes, jornalista brasileira, sobre os seus antepassados portugueses.

Chega hoje um avião abarrotado de governantes e empresários portugueses, chefiados por Sócrates, este gajo que tem nome de um dos fundadores da filosofia moderna ocidental, trazendo na bagagem carradas de computadores que tem o nome de um dos fundadadores dos descobrimentos portugueses, Magalhães. Simbologia terrível! Esta nova invasão tem os mesmos objectivos que teve o de quinhentos anos atrás: estabelecer feitorias, cuidar das que já existem, só que hoje isso é chamado de "cooperação bilateral". Pois, também uma feitoria, em teoria, era uma cooperação bilateral. Bom, no nosso caso é um pouco diferente, porque dantes éramos todos inabitados, de maneira que o português foi literalmente, o português que nos pariu. Em rigor histórico foi mais, o português que nos fornicou.

Diplomacia selectiva II

É lixado a história. Numa meia vida, passa-se de vilão a herói; de dominador a dominado; de inimigo a amigo fraterno. É lixado a história, porque não tem lógica, ou, dito de uma outra forma, demonstra que o comportamento humano é ainda e será sempre regido por instintos básicos de sobrevivência. Se numa determinada altura um homem tiver que engolir um sapo, vai engolí-lo. Se o presidente da república portuguesa tiver que engolir o presidente, déspota, angolano, vai engolí-lo. Em nome da sobrevivência da economia portuguesa, ou seja, das famílias portuguesas, do homem português.

Elogios a José Eduardo dos Santos?! Tenham dó! Dêem-me motivos para acreditar na história.

10.3.09

Diplomacia selectiva

"Nenhum chefe de Estado confirmou a presença no funeral de Nino Vieira"
In Liberal online

Se fosse para ir para o Japão, o pessoal alugaria um avião; organizaria uma delegação, em se incluiria jornalistas, as esposas e os esposos, a secretária, o engraxador, o médico e outros assistentes; aguentaria as imensas horas de voo e o jetlag; e ainda seriam capazes de chorar sentidamente até murchar os olhos. Depois, para aliviar a dor, andariam pelas ruas de Tóquio, comprariam umas lembranças para os filhotes e parentes, com as sobras das ajudas de custo, que teriam de ser consideráveis, dada a longitude do lugar. Mas, para a Guiné, como já dizia o outro: quem não tem condições de morrer que não morra!

9.3.09

Cartas, blogs e anónimos

A propósito de uma famigerada carta anónima, veio ao de cima um determinado discurso da ética dos blogs. Terão até perguntado se não seria pertinente pensar num código deontológico para os blogs. Já agora pergunto se não faz sentido falar de um código deotológico para toda a Internet. Uma espécie de ética supra-nacional, a ser administrada, talvez, pelas Nações Unidas, mas visto que esta organização não consegue impor nada que valha, se calhar podia se organizar um grande tratado internacional, em que todos os países seriam obrigados a ratificar, sob pena de pesadas sanções. Ora vamos lá ter paciência!

Mais uma vez a confusão entre blogs e comunicação social. A ética de um blog é a do seu autor, ética essa que é directamente regulada pela sociedade, em tempo real. E a sociedade caboverdiana ficou é muito agradecida a esta carta que disse muito que todos já sabiam. Eu a divulguei, tive dúvidas em fazê-lo, mas hoje não me sinto nem um pouco mal com isso. Engraçado é que, perante tanta evidência de bandidagem, de falta de toda a ética, a questão agora ande em torno da carta, que é isso e mais aquilo. Vamos lá ver uma coisa: se o interesse público fosse gerido com responsabilidade, transparência, orientado a boas práticas, verificadas e demonstradas, essa tal carta seria completamente inócua. Mas não é. Até uma certa imprensa, que obedece à deontologia do seu sector, a usou livremente para vender a sua notícia. Até o Parlamento a usou como tema para uma sessão inteira. Até a Procuradoria Geral da República cogitou averiguar as acusações graves. Agora vem me dizer que os blogs deviam se pautar por uma deotologia abstracta! Que os blogs precisam ter responsabilidade!...Brincadeira tem hora, né!?

Blog joint: Máscaras Anónimas

Perguntou-me o jornalista, qual é o peso de um blog; respondi-lhe que, um blog tem o peso do seu autor. Não é um orgão de comunicação, não é uma tese, não tem obrigação da "verdade", nem de acertar, nem de agradar...tem só o peso que o seu autor tem, enquanto ser social e enquanto compositor de palavras. Mas, efectivamente, o autor tem um peso, maior ou menor, de dizer as coisas. O autor de um blog, o identificado, é um ser social e o seu peso não tem a nada a ver com blogs. O teria de uma qualquer outra forma, porque na verdade o substracto são as ideias, as atitudes e as acções. Este peso é o da aceitação e da admiração, que quando é notória gera este fenómeno dos anónimos destrutivos. Mais uma vez, isso não tem nada a ver com os blogs, porque esses personagens existem sempre nas nossas costas, a fungar atrás do nosso pescoço. Nesse ponto de vista, os anónimos destrutivos dos blogs até são benéficos, porque aí encontram um meio para descarregar a sua ira contida, que nos faz mal, mas que nos informa e nos melhora, se aprendermos mudar a polaridade dessa energia negativa.

Mas existem os bons Anónimos, esses que, pelas suas doutas palavras, sentimos uma boa alma por trás, mas que, facto que ainda não pude perceber, não andam de cara ao sol. Será por mera característica pessoal, também conhecida com discrição? Ou será por uma má interpretação da história, esses que pensam que ainda podem ser presos pela palavra? Ou será por preguiça de pensar nisso e à cautela são anónimos? Pois, esses Anónimos também tem um peso, o das suas palavras, mas que, pela condição de anonimato, ficam a flutuar num espaço, que não se materializam, porque não tem endereço, que não tem consequência, porque é uma energia positiva que se dissipa nesse espaço.

Os Anónimos, bons ou maus, vão nos indicando a quantas andamos do assumir de si, em sociedade. São bons.

Siga este debate com estes:

6.3.09

Estado de piada

"Os contemplados [para 1º Grau da Medalha de Mérito Profissional] são o Sistema Nacional de Protecção Civil, a Inspecção de Actividades Económicas, a Direcção Geral dos Desportos, a Comissão de Coordenação e Combate à Droga, a Direcção Geral de Agricultura, Silvicultura e Pecuária e a Comunidade Terapêutica da Granja São Filipe.

Vão receber a mesma medalha a Universidade de Cabo Verde, o Instituto de Investigação e do Património Cultural, os hospitais centrais “Agostinho Neto” e “Baptista de Sousa” e o Programa Nacional de Saúde Reprodutiva.

Estas condecorações assinalam os três anos de mandato da VII legislatura, que acontece no Domingo, 8. Hoje, 6, José Maria Neves reúne-se no salão de banquetes do Palácio do Governo com responsáveis da Administração Pública numa reflexão conjunta sobre “Gestão em tempos de mudança”, o futuro do país e os novos paradigmas da AP. "
Fonte A Semana Online

O grande problema deste lote de condecorações é que se misturam instituições de mérito de facto, com instituições que andam a gozar com a cara de cada qual. Destaco a Comunidade Terapêutica da Granja São Filipe, que tem feito um trabalho grandioso, com resultados concretos, mensuráveis, comparáveis e de impacto real. O Programa Nacional de Saúde Reprodutiva também é um herói discreto. Mas convenhamos, Sistema Nacional de Protecção Civil?! Alguém se lembra das últimas chuvas, em que todo o mundo perguntava: onde está a "Protecção Civil"? Os gajos tem altas instalações, viaturas, uma fardas giras, mas os gajos ainda não acertaram com uma. Direcção Geral dos Desportos?! Tão a brincar? INSTITUTO DE PROMOÇÃO CULTURAL?!..Não, assim é demais!

Este Governo vai ficar na história como o "Governo das medalhas". E as pobres das medalhas viraram piada.

Praia anima-se

Vem aí Praia Jazz, festival de música jazz, Praia Anima, projecto para revitalizar os espaços culturais da cidade, cinemas, salas de espectáculos. Vem aí também um encontro de Fotografia Contemporânea, embora esteja bastante receoso da denominação "contemporânea". Mas, enfim, vem aí uma equipa camarária a querer mostrar serviço e a pegar a agenda cultural da cidade pelos cornos.

Alguém avisou-me da ausência do Hernani no Praia Jazz, que acharia uma pena, porque se trata provavelmente do maior jazzman autêntico de Cabo Verde da actualidade. Também senti falta dos nomes do jazz da Praia: ARKORA, ou seja, Ângelo, o maestro que levou Mayra à vitória no Canadá, nos jogos da francofonia, que preparava o 1ºdisco do Pantera, que arranjou o 1º disco do Tcheka; Kizó, o meu baixista caboverdiano preferido; Raúl, um dos escassos bateristas que executam jazz em CV; e Ricardo, esse cara que veio do Brasil, trazendo música clássica na bagagem, que se virou a jazz e a ritmos berdianos, um grande músico. Que dizer então do projecto do Djinho Barbosa, Tras di Son, que será o único trabalho de música urbana elevada à linguagem de jazz, da cidade, dos últimos tempos?

Vejam lá pessoal camarário. Aplaudo o dinamismo, mas uma coisa que venho dizendo das instituições públicas: há acções que não podem se guiar, nem por valores económicos, porque não são rentáveis per si, nem pela moda, que é ingrata; há acções públicas que devem se guiar pelo interesse público, o que envolve história e visão de futuro.

Frases

"Concurso para alienação de frango enlatado - cozido em molho de tomate"
in Liberal online

Há frase fantásticas, não há?

4.3.09

La Piovra

Dizem que na Guiné, não será pela morte do Nino que as coisas se comporão. Não será com duas cantigas que o Estado retomará o seu normal funcionamento. Não será com discursos de circunstância da CPLP, UA e CEDEAO que os males vão desaparecer. Não é a morte de Nino que vai acabar com a desordem. Depois de crise atrás de crise, la piovra, com os seus inúmeros tentáculos tomaram conta do Governo daquele país. Dizem que a coisa é medonha, está bem instalada e é o verdadeiro epicentro do problema.

Em Cabo Verde, o Premier já chegou de afirmar que os políticos andam a namorar com tentáculos da piovra. O homem disse, ninguém desdisse, ficou o dito pelo não dito, não se sabe o tamanho desses tentáculos, pero que los hay, los hay. Hoje, alguém dizia-me: nós nos enganamos tão bem que não há crise, não há corrupção, que tudo está bem, que somos os maiores, que acabamos por acreditar piamente nisso.

A prevenção é bem menos cara que a cura, mas...niguém quer saber!

3.3.09

Um maestro

Ando a ouvir a última deste senhor. Sabem quem é? É quem produziu o último disco de Tcheka. Para além disso é um dos mais importantes personalidades da música brasileira, porque: é um compositor originalíssimo; é um arranjador originalíssimo; é um inovador permanente; consegue surpreender a cada novo projecto; e, aos 50 anos, parece que só está começando. Pois, é este senhor que muitos não gostaram que produzisse o disco do Tcheka, porque, acham, que "desvirtua" a música caboverdiana.

Lenine é um tipo exótico: mistura as batidas populares brasileiras, com muitas batidas pop e mais alguma coisa que a gente costuma ideintificar como: "isto é típico do Lenine". Este último trabalho (Labiata) tem um rock carregado, o que me agrada, por ser um fã do rock, por ter sido a música que me sintonizou com o mundo nos anos 80. Vi a notícia do lançamento da último álbum dos U2 e lembro-me como era irritantemente aficcionado pela música deles. Mas o trabalho do Lenine não é pop, é jazz, coisa que não sei explicar; só sei identificar.

Fico a imaginar um Batuco transfigurado: guitarras distorcidas, mistura de batidas, efeitos especiais: e fico a imaginar os gases que isso ía causar aos puristas de serviço. Pois, Lenine é dos tipos que não estão nem aí para os purismos culturais, mas no entanto expande a cultura exponencialmente, de cada vez que concebe uma das seus maravilhosos álbuns.

Com licença, isto é nosso

Candas Sisman

A violência interna nos países é como a violência dentro das famílias: os vizinhos e os amigos sabem da sua existência, mas não se metem. Quando os beligerantes aumentam o tom, a tal ponto que atravessa as paredes da sua intimidade e nos chega aos ouvidos, nos fere, fingimos não ouvir e continuamos a ver para a televisão. Quando acontecer que se parta a louça, talvez um dos vizinhos, um dos mais conscienciosos, possa se dirigir aos pares, tentando os apartar. Mas ninguém se mete, para tentar denunciar, criticar ou restabelecer a ordem, pelo diálogo. Quando então, infelizmente, acontece a tragédia, resultando na morte, aí todos se põem a mostrar uma profunda indignação e a debitar os discursos moralizantes, apelando à razoabilidade e ao respeito às instituições.

Na Guiné-Bissau os berros e o barulho da louça partida nos chega constantemente, mas terá havido uma acção enérgica e dissuasora dos vizinhos e amigos? O mesmo direito que nos autoriza a criar acções diplomáticas concertadas agora, não nos autorizava a criar acções dissuasoras preventivas mais efectivas no passado?

A violência dentro de um país, uma célula no tecido global, ou de uma família, uma célula no tecido social, não é um assunto privado; a comunidade é responsável.

2.3.09

Filmes da minha vida

Imagem:IMDB

Se gostam de argumentos inteligentes, procurem este filme e vão ver que, por mais que um assunto é conhecido, há sempre uma nova forma de a contar. Neste caso, a queda do Muro de Berlim e a forma como foi vivida por uma família. Grande literatura; desses que nos dão vontade de ser escritor.

Além do argumento brilhante, o filme em si é forte na sua direcção. Aliás, os filmes alemães contemporâneos que tenho visto, distinguem-se num aspecto: são milimetricamente dirigidos: cada plano, cada sequência, cada acção, é cuidadosamente montado, o que, tangencialmente, pode aborrecer pessoas mais ávidas de acções frenéticas. Vi o potente "A Vida dos Outros" (ou no original, "Das Leben der Anderen") de Florian Henckel von Donnersmarck, que também passa esta ideia de que cada plano é um projecto. Vi ainda "O Falsário" (Die Fälscher) de Stefan Ruzowitzky, não brilhante, mas notável. Outro aspecto de matar neste filme é a direcção de arte. Foi divertido ver a reconstrução dos mais pequenos detalhes da época, dos edifícios, passando pelos móveis, automóveis, figurinos e até marcas específicas de, por exemplo, pickles.

Uma expressão que me ocorre para denominar este cinema alemão, o pouco que já vi, é: "honestidade estética", termo bastante enigmático eu sei. A desenvolver em próximos capítulos...

À Segunda

Fonte:IMDB

Passando à revista às minhas tropas dei por falta de...tolerância na Guiné-Bissau. Os demónios voltam a ensombrar este país, irmão de armas, que ainda não aprendeu a largar as armas. Terão matado Nino Vieira, em retalhação ao assassinato do Chefe do Estado Maior. Tempo de ódio na Guiné.

Robert Mugabe faz uma festinha dos seus 85 aninhos que custou à volta de 200 mil euros!! E o país sucumbe à fome e às doenças.

Aqui não temos armas e corruptos tão descarados como Mugabe, mas temos coisinhas que matam softly. A corrupção no continente é destruição directa, pura; a corrupção por cá é ferrugem: não faz barulho mas estraga na mesma. É inconcebível que a Ministra da Economia se arrogue a não comentar o caso da CI. De igual modo, o Min.Agricultura e Ambiente não responde sobre a Murdeira, sobre as pedreiras que estão a prejudicar as populações, sobre o abandono da barragem do Poilão, etc. Em relação a isso, uma nota positiva à Min.Educação, que fala que se farta: instigada a falar de assuntos quentes, tais como o Ensino Superior e a situação profissional dos professores, não foge, fala abertamente. So good, so far para ela.

Costumo estar um pouco menos intragável às Segundas, mas esta apanhou-me de gripe, que vem já do fim-de-semana. Aproveitei e fiquei profundamente em casa e assisti a todos os filmes, piratas como sempre, que pude: "Doubt", de John Patrick Shanley, com interpretações grandiosas de Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman. A Kate Winslet deve estar mesmo impecável em "The Reader" para lhe roubar o Óscar. Ainda com Meryl Streep, vi o agradável "The Devil Wears Prada" de David Frankel, que me atraiu, no aluguer, pelo sugestivo nome, por Meryl Streep e pelo belíssimo cartaz. Desilusão para "Gran Torino" de Clint Eastwood e por último, uma grande surpresa, como tem sido aliás a minha descoberta do cinema contemporâneo alemão, "Good Bye Lenin!", de Wolfgang Becker, um filme brutal, com reminiscências a "La Vita é Bella" de Roberto Benigni.

Afinal, sofri, fisicamente e espiritualmente, mas nem foi tão mau assim, com tanta arte a acompanhar-me.