"...tanto o CPLP como o Instituto Camões servem de condutores e suportes institucionais na reformulação do passado colonial que circula com a designação de política da língua portuguesa, ou simplesmente lusofonia."
António Tomás in O Fazedor de Utopias
Se isto não é uma opinião forte e polémica, outra coisa não é. António Tomás, enquanto que académico, doutorando, tem um escrita eivada de uma indisfarçável emoção revolucionária. Será pecado?
Não concordo taxativamente com esta opinião de "condutores e suportes institucionais na reformulação do passado colonial", embora reconheça gestos saudosistas nestas instituições. Sou do tipo que sabe que houve o Pai colonialista, o Filho colonizado, mas que sabe também que hoje existe uma herança humana, o Espírito, de onde se pode extrair um mundo novo, combinações inúmeras, campos inexplorados, valorizações imensas, que todos saiam melhores. Mas temos de agir também. Já chega desta africana-apatia.


