
A gestão política do dossier é uma das maiores complicações, como não podia deixar de ser. O sítio da Cidade Velha sempre foi pilhada e destruída. Mas a partir do momento em que engajamos numa candidatura do género, não seria de esperar uma outra autoridade do Estado? É possível que se continue a destruir as velhas casas para construir vivendinhas para o pessoal chique? É possível que se deixe construir um enorme armazém, ou unidade industrial, ou sei lá do que se trata, de betão, mesmo, mas mesmo debaixo do nariz, da Sé Catedral, reconstruída de ruínas com o dinheiro espanhol? É possível que se passem fios de electricidade e telefone a torto e a direito? O que é feito das escavações? E os artefactos encontrados no mar e na terra?
Vi à entrada do forte uma tentativa de construção, com blocos de cimento e ferro, que pelos vistos foi embargado (uf, uma medida!). Agora resta limpar o que já foi feito. Podia até por um contador para determinar o tempo que aquela porcaria vai ficar ali intacto.
E parem com esta conversa de que o povo é difícil, é ignorante, que destrói e bloqueia, pois que sabemos que na actualidade o maior perigo para a Cidade é a construção de vivendas, hotéis, resorts e o pessoal chique que quer morar nas casinhas centenárias, destruindo-as completamente. Ignorante é o Estado, mais uma vez.
Pessoal, não precisamos de Planos Estratégicos; precisamos de Planos Operacionais, tipo: que fazer com a figura de Estado que autorizou a destruição de uma das casas da Rua de Banana, em uma vivendinha ridícula?
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